Resultados do TCC experimental – Exemplo passo a passo

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Chegamos no último artigo da série de tipos de resultados de TCC e hoje falaremos sobre TCC experimental, como se faz? Qual o passo a passo? Preste atenção nesse artigo pois exemplificarei tudo para você.

Pesquisa experimental

Causalidade e Correlação

Causalidade e correlação
Causalidade e correlação

Geralmente uma pesquisa experimental testa correlação e não causalidade, mas professor, qual a diferença entre correlação e causalidade? Bem, vamos lá:

Causalidade:

  • Causa e consequência;
  • Da para perceber que uma coisa é consequência de outra;
  • Exemplo: Curso muito caro pode ser a causa da evasão escolar.

Correlação:

  • Normalmente não há causa e consequência evidente;
  • Exemplo: Será que o uso de uniforme tem correlação com o nível de atratividade de uma pessoa?

Então, essas são as principais diferenças entre correlação e causalidade. Lembrando que esses dois conceitos podem ser abrangidos em várias áreas diferentes, porém, daremos foco á área voltada para o viés de TCC.

A correlação não deixa nada evidente, por isso, para ter certeza dela, precisamos fazer um estudo, podendo esse estudo ser um gráfico de dispersão, por exemplo.

Testando hipóteses experimentais

Vamos assumir o seguinte exemplo: Alunos que jogam xadrez são melhores em matemática do que os que não jogam?

O objetivo da pesquisa experimental é investigar uma possível relação de causa e efeito por meio da exposição de um ou mais grupos em uma ou mais condições de tratamento e comparar os resultados com um ou mais grupos-controle que não receberam determinado tratamento. (GRESSLER, 2003)

Veja que a correlação não está evidente nessa questão, por isso, precisamos fazer um estudo para saber se o nível de xadrez dos alunos influência no nível de matemática dos mesmos.

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Para iniciarmos o estudo de correlação, a primeira coisa a se fazer é listar variáveis:

Listando variáveis
Listando variáveis

Então você vai pensar no que está sendo correlacionado, no nosso exemplo, estamos correlacionando o nível de xadrez com o nível de matemática.

Com as variáveis listadas, teremos que arquitetar um experimento de correlação:

Arquitetando experimento
Arquitetando experimento

Como ficaria essa arquitetação no nosso exemplo? Primeiro separamos um grupo de alunos que sabem jogar xadrez, após isso, esse mesmo grupo disputará um torneio de xadrez e logo após, fará uma prova de matemática.

Expressão lógica da correlação experimental

Expressão lógica da correlação experimental
Expressão lógica da correlação experimental

Então vamos a alguns passos para fazer essa expressão lógica:

  • A correlação deve ser de 1 para 1 ou de 2 para 1 (estatisticamente) – O que isso significa? Se um aluno teve o pior resultado tanto no xadrez quanto na prova de matemática, temos uma correlação 1 para 1. Caso ele tenha tido um bom resultado no xadrez e um resultado ruim na prova de matemática temos uma correlação 2 para 1;
  • O nível de xadrez, deve corresponder ao nível da prova de matemática – O nível da prova e do torneio devem corresponder um ao outro para obtermos resultados precisos;
  • Pode usar o gráfico de dispersão para analisar a experiência – Como disse anteriormente o gráfico de dispersão é uma boa ferramenta para se analisar esse tipo de experiência;
  • Base de teste de hipótese primeiro e último – Antes de comparar o melhor aluno de xadrez com o melhor de matemática, o segundo melhor de xadrez com o segundo de matemática e assim por diante, compare o melhor de xadrez com o pior de matemática;
  • O pior aluno de xadrez também deve ser o pior aluno de matemática – Se a correlação estiver certa, o pior aluno de xadrez vai ser o pior de matemática;
  • O melhor aluno de xadrez também deve ser o melhor aluno de matemática – Assim como o melhor alunos no xadrez deverá ser o melhor aluno na matemática.
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E é basicamente isso. Lembrando sempre que tudo pode variar de caso para caso, essa correlação que fiz foi baseada no nosso exemplo, a sua pode e deve ser diferente.

Concluindo

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Referencias

 GRESSLER, Lori Alice. Introdução à pesquisa. 1. ed. São Paulo – SP: Edições Loyola, 2003. Disponível em: https://books.google.com.br/books?id=XHnajlTNlLIC. Acesso em: 4 maio 2020.

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