Como Escrever de Forma Dissertativa [TÉCNICA INFALÍVEL]

Compartilhar:

“Puxa eu sei tudo o que precisa saber sobre meu trabalho, mas por que não consigo escrever nada sobre o assunto?” Já se fez essa pergunta? Se sim, então saiba que você precisa aprender escrever de forma dissertativa.

Parece que muitos profissionais e estudantes que tem domínio sobre um determinado assunto, sentem dificuldade na hora de escrever. Por que isso acontece?

INSCREVA-SE NA SEMANA DO TCC

Por que fico travado na hora de escrever?

O que acontece é que mesmo conhecendo um assunto, tanto o medo como a insegurança faz com que muitos desistam de escrever? Sentir-se incapaz é natural, até porque nenhum de nós nasceu com a capacidade de escrever de forma dissertativa.

Mas, se isso serve de consolo, essa insegurança e inibição na hora de escrever não é um privilégio somente das pessoas inexperientes. (FIGUEIRA, 2017)

Então não tem por que entrar em desespero. Bons profissionais que já atuam no mercado e tem um bom domínio de suas atividades ficam adiando iniciar uma especialização por conta dessa insegurança.

Mesmo bons estudantes que já concluíram um curso de graduação podem se sentir incapazes de iniciar um mestrado ou até um pós-doutorado. Talvez pensem que o grau de exigência pode estar além de sua habilitação.

O que parece complicado, pode ser mais simples do que se imagina

Por incrível que pareça, uma dissertação de uma tese, TCC ou artigo científico é o mesmo tipo de texto de uma redação do ENEM!

É isso mesmo. A exigência que os examinadores têm quando pontuam um texto de uma redação para o ENEM é a mesma que uma banca examinadora usará para examinar sua tese.

Isso significa que quando você estuda em um curso para fazer uma boa redação, você na realidade já estará se preparando para escrever seu TCC. Incrível não é mesmo!

Mas a verdade é que existe uma estrutura simples para escrever de forma dissertativa

Ela se baseia qualquer dissertação argumentativa conhecida como TSAC. Veja quais são estas:

  • Tópico Frasal – Conceituar o tema. Levantar o ponto de vista;
  • Sustentação – Reafirmar o que foi dito. Citar um autor com a mesma ideia;
  • Argumentação – Levantar dois problemas. Argumentar sobre o reflexo disso;
  • Conclusão – Concluir sobre o tópico frasal e argumentação.

Com essa técnica é possível construir facilmente um texto dissertativo que servirá de base para sua tese ou pesquisa.

Assim de modo simples, você precisará apenas levantar uma teoria, sustentar, argumentar e concluir a todo momento de sua escrita.

Tópico Frasal – A “big ideia”

Primeiro de tudo o tópico frasal normalmente é a “grande ideia” do parágrafo. Representado por normalmente duas frases curtas.

Certamente esse parágrafo é a introdução de tudo e por isso é muito importante. De forma que nele você precisa fazer três coisas: A primeira é chamar a atenção, segunda é quebrar o padrão e a terceira é fazer uma promessa. 

Normalmente o tópico frasal usa o método “dedutivo” na escrita. No qual você parte de verdades gerais para levantar uma ideia particular. Quando acontece a conclusão do seu parágrafo, também é um Tópico Frasal, porém ele tem um foco “Indutivo” no qual você parte da opinião dissertativa particular para a geral. (GARCIA, 1912-2002, grifo nosso).

Mas professor, como assim…chamar a atenção? Veja abaixo um exemplo disso em um tópico frasal para falarmos sobre “Engenharia Social”:

LEIA TAMBÉM:  PROFESSOR CRIA SOFTWARE ORIENTADOR DE TCC A PROVA DE FALHAS

A Engenharia Social pode falir uma empresa, arrasar qualquer sistema de segurança e ainda impactar nas ações da bolsa de valores da mesma. Existem políticas que se bem aplicadas possibilitam que a empresa treine os seus colaboradores para que isso não aconteça, blindando a empresa para esse tipo de perigo virtual.

Veja acima que o primeiro parágrafo do meu suposto capítulo quebra o padrão de escrita levantando uma emoção primária no leitor. Qual emoção você identifica? se você respondeu “medo”, sim você acertou e fez um bom trabalho.

Já na segunda frase disse praticamente o que iriamos abordar no capítulo “políticas”. O próximo parágrafo seria uma sustentação, pois tudo que falei é muito impactante e precisa de embasamento. Um bom embasamento é um reforço que sustenta o que disse, normalmente apresentada em forma de citações.

Existem inúmero tipos de tópico frasais, mas receio que não seja o momento para aprofundar em cada um. Em nosso dropbox, tem um livro chamado “comunicação em prosa moderna” um dos livros usados com base para o Monografis. Você pode baixá-lo no link abaixo, ele estará na pasta livros.

ACESSE NOSSO DROPBOX

No tópico frasal você tem certa liberdade poética, nesse caso dependendo do rigor do seu estudo, pode fazer menção a praticamente qualquer coisa. Exemplo disso foi uma dissertação que fiz, citei em certo trecho o filme Matrix para quebrar o padrão.

Sustentação – Embasamento do tópico frasal

Praticamente todo tópico frasal vai precisar de um reforço. Isso mesmo. Vamos precisar embasar o que você pode ter dito no tópico frasal que ficou sem provas. O jeito mais simples de sustentar é uma citação. Podem ser dados estatísticos, notícias de boas fontes, porém o mais esperado é a citação.

Se você diz algo questionável, logo a dúvida do leito é “de onde ele tirou isso?”. Essa é a razão pelo qual precisa de bons autores reforçando o texto. Toda dissertação é de certa forma uma crítica a tudo, por isso, é desaconselhável passar de em média 8 linhas sem um embasamento.

Quando você cita e afirma no presente a citação do autor, então quer reproduzir a opinião do autor (alheia) com validade permanente. Exemplo disso seria começar a citação dessa forma: “Vieira afirma que…”, pois o fato de “afirma que” estar no presente pega a opinião do autor e coloca como forma permanente de sustentação. (GARCIA, 1912-2002).

Quando citado no passado, você diz que pensava-se assim, mas…Isso abre o leque para novos argumentos. “Vieira afirmava que…“, veja que estamos pegando uma afirmação do autor, colocando como obsoleta dentro de um contexto para que possamos explorar novos argumentos e visões contemporâneas.  (GARCIA, 1912-2002).

Argumentação – Crítica à “big ideia”

Primeiramente a argumentação vai atacar a “big ideia” lançada no tópico frasal. Dessa forma, ela será abordada de todos os lados. Esse ataque não pode ser feito de qualquer jeito, exige certa estrutura.

Uma forma de argumentação conhecida é o silogismo. Por meio de premissas chega-se a uma conclusão lógica. Dessa forma usando o método de raciocínio dedutivo.

Vamos supor que um prefeito da sua cidade roubou muito. Todos os cidadãos ficaram sabendo. Na próxima eleição, usaram o método dedutivo para votar ficaria assim:

Todo candidato condenado por fraude é inelegível; ora, o Prefeito atual foi condenado por fraude, logo, ele é inelegível.  (GARCIA, 1912-2002).

A partir de duas premissas é possível chegar a uma conclusão lógica.

LEIA TAMBÉM:  Como Transferir TCC para o Monografis

A argumentação formal de argumentar exige aspectos que precisam ser observados, não vou entrar a fundo, porém, é preciso que você tenha cuidado, são elas:

  • Proposição – Aqui você aborda o que será discutido, lógico que precisa ser algo passível de argumentação. Consequentemente não podemos colocar a lei da gravidade como proposição. Isso porque não podemos criticar algo que é uma lei universal indiscutível. A argumentação é uma forma de convencer o leitor com base em evidências.
  • Análise da proposição – Na verdade essa parte é basicamente deixar as regras da discussão na mesa. Deixar claro de que forma será realizado a discussão, principalmente o escopo do debate. Com a descrição do que será discutido e as regras da questão, parte-se para o próximo estágio.
  • Formulação dos argumentos – Nesse estágio a argumentação começa. Deve-se colocar presente as provas e razões abordados pelos autores. Agora é hora de impor os raciocínios em cima dos dados apresentados.
  • Conclusão – Nesse ponto não será permitido apenas uma síntese dos argumentos e razões, mas sim o desfecho da discussão. Deixar claro onde os argumentos nos levou.

Existem muitas formas para realizar uma argumentação. Nesse ponto receio não ser o local certo para aprofundar, Julguei pertinente criar um infográfico com 9 tipos de argumentação que você pode baixar no link abaixo:

BAIXE INFOGRÁFICO ARGUMENTOS

Conclusão – O tópico de fechamento da tese

Esse bloco de conclusão é também uma síntese dos que foi abordado ao longo do desenvolvimento. É considerado também como um tópico frasal. Por sua simplicidade não o subestime, é interessante, aliás saber que é esse o local onde muitos orientadores vão para verificar se o desenvolvimento está coeso.

A coesão é simplesmente a conexão perfeita entre todos os parágrafos. Se você usa essa técnica de escrita dissertativa, provavelmente vai conseguir escrever de forma coesa sem perceber.

É preciso dar atenção a conclusão já que é foco de validações do desenvolvimento. Muitos orientadores, vão ler o ultimo parágrafo do capítulo, depois vão navegar no desenvolvimento fazendo uma checagem, se algo estiver faltando tanto no desenvolvimento quanto na conclusão, esse parágrafo será todo refeito.

A conclusão aqui abordada pode ser a conclusão do parágrafo, tanto quanto a conclusão do seu TCC, são tratados da mesma forma. A nível de parágrafo o orientador verifica o desenvolvimento do parágrafo a partir da conclusão. Dessa mesma forma existe a validação do desenvolvimento do TCC partindo da conclusão. Não descarte essa hipótese de verificação por parte da banca.

Concluindo

Quem diria hein. . . a partir de um cursinho para fazer uma prova do ENEM tem-se uma base simples para iniciar a escrita de uma tese de uma monografia!

Agora basta recorrer a equipe de suporte do Monografis para saber como seguir o passo a passo dessa técnica simples e  funcional!

Depois é só fazer bom uso dos recursos disponíveis no Monografis e partir pro abraço!

Referencias

FIGUEIRA, E. Educação Inclusiva Como Elaborar Monografias. São Paulo: Clube de Autores, 2017. 198 p.

GARCIA, O. M. Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever, aprendendo a pensar. 26. ed. Rio de Janeiro: FGV, 1912-2002. 540 p.

Compartilhar:

Deixe seu comentário